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(Mexa-se pela saúde deles! Parte IV) |
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A criança pré escolar e a actividade física |
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Quando olhamos para uma criança pequena (até aos primeiros 3 anos de vida)
raramente anda... ela corre! Arnold Schwarzenegger, o actor “dinâmico” dos
filmes de acção, ao filmar “Kindergarten Cop”, ficou impressionado com o
entusiasmo dos actores infantis para a filmagem das cenas que envolviam
exercício. As crianças gostaram tanto dessas cenas que os produtores
acrescentaram mais desse género. As crianças, concluiria Schwarzenegger, eram
naturalmente atraídas para o exercício. No entanto, à medida que envelhecemos negligenciamos a actividade física e, infelizmente, as nossas crianças estão a acompanhar-nos. Estima-se que mais de 30% da população é obesa, e mais de 20% das crianças também o são. Ajudar as crianças a desenvolverem hábitos de actividade física revela-se fundamental se desejamos contribuir para o seu desempenho académico e bem-estar físico, psíquico geral. As crianças têm a tendência de repetir o que vêem fazer os adultos e por isso é crucial a relação e o exemplo que estes manifestam relativamente a elas. Proporcionar às crianças uma actividade física regular pode mesmo ajudar os adultos a começar a sua e, assim, ultrapassarem a natural tendência para o sedentarismo. Kenneth Cooper, que foi o pai da aérobica, no seu livro “Kid Fitness” afirma que esta será a melhor maneira de levar as crianças ao hábito de se exercitarem. Além disto, é também uma óptima oportunidade para desenvolver relacionamentos fortes ao dedicar tempo de qualidade na relação afectiva. Assim, é fundamental que os pais coloquem a actividade física e performance de cada membro da família como um valor familiar que é necessário preservar e acarinhar tal como outros (educação, economia familiar, honestidade, etc.). Como aliciar então as crianças a praticarem uma actividade física com os pais? Faça o que fizer, faça-o com satisfação. Não desenvolva uma actividade
só porque tem de estar com os seus filhos. Quando o nosso filho tinha um pouco
mais de um ano e já podia acompanhar-nos (ao peito, numa mochila frontal para
bebés) fez a sua primeira ascensão de montanha nos Alpes. A partir daí
adaptámos as nossas caminhadas regulares ao seu crescimento. Aos 3 e 4 anos,
com uma corda de segurança, ele conseguia trepar pelas rochas mais entusiasmado
(e com maior facilidade) do que nós (para descer tínhamos que voltar a
carregá-lo, o que era uma aventura de equilíbrio e diversão com apoio nas
árvores). Aos 6 anos começou a ajudar no transporte dos mantimentos com uma
pequena mochila adaptada às suas forças. E no verão passado, com 19 anos, foi
o nosso principal apoio para mais umas deliciosas férias nos Alpes. Subir aos
3000 m, ver o Sol a pôr-se no horizonte e, em família, contemplar o entardecer
sereno é uma experiência que constrói relações fortes e marca a história
de uma família. Desde o nascimento até aos 18 meses: Crianças em idade pré-escolar Em resumo, insista em acompanhar os seus filhos nas suas brincadeiras, adapte-se aos seus jogos, jogue com as regras que eles inventam. Só assim poderá esperar que, mais tarde, eles venham a jogar o seu “jogo” com as regras que considera importantes para a sua vida. Então verá, quando chegar o momento de assumirem a sua autonomia, que terão aprendido a conservar os seus corpos saudáveis e preparados para os desafios que a vida deles espera! Perceberá que o tempo que dedicou não foi em vão... foi antes um dos melhores investimentos de toda a sua vida! Kenneth Cooper, Kid Fitness, New York: Bantam Books, 1991
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Luís S. Nunes |
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