As aulas ainda agora começaram e já te sentes cansado? É o problema que
muitos estudantes enfrentam: a fadiga escolar. E sabes a que se deve? As causas
são muito variadas e poderiam ser as seguintes:
. Quantidade excessiva de horas de escola e falta de pausas adequadas.
. Atenção a diversos estímulos (por exemplo, estudares e teres a televisão
ou o rádio acesos).
. Material de estudo inadequado.
. Má postura.
. Excesso de ruído (como quando os gritos de outros colegas se ouvem enquanto
estás na aula).
. Má iluminação.
. Estudar num lugar muito frio ou muito quente.
. Má ventilação, cheiros intensos ou desagradáveis.
. Problemas emocionais (ansiedade, preocupação, tristeza, mal-estar, etc.).
. Fome ou digestão difícil.
. Atitude de rejeição para com a matéria que estás a estudar.
. Aborrecimento ou falta de estímulo.
. Falta de repouso ou de sono nocturno.
. Cansaço físico.
. Tensão nervosa alheia ao estudo.
. Má alimentação.
. Doença.
Embora nem sempre seja fácil determinar a causa do cansaço, este acabará por
ser notado no teu semblante e é importante saber o que se passa e porquê.
Quando chovem os problemas
Da lista anterior de causas de fadiga escolar, a que normalmente é mais
complexa é a que se refere aos problemas emocionais, muitas vezes provocados
por desentendimentos familiares, angústia pelas notas, imagem negativa diante
dos professores ou dos colegas, incapacidade de obter êxitos académicos ou
desportivos, sentir-se excluído do grupo de amigos e ser objecto de troças ou
insultos permanentes.
Ter este tipo de problemas produz dor de cabeça e estomacais, irritabilidade,
incapacidade para dormir, ansiedade, depressão, pouca vontade de ir à escola
ou de cumprir correctamente as tarefas escolares.
Tudo isto piora quando nem a família nem a escola vêem a importante relação
que existe entre as possibilidades de uma boa aprendizagem e os problemas
emocionais dos alunos. Foi provado que quando um estudante está angustiado por
conflitos emocionais, não aprende porque essa mesma angústia o impede.
O ideal seria que tanto pais como professores observassem os jovens para
conhecer a sua disposição para com os estudos e, em caso de detectarem uma
atitude negativa, procurarem a causa para lhes oferecerem o apoio e a
orientação convenientes.
Mas, como disse antes, isso seria o ideal. Infelizmente, muitos estudantes
sentem-se sós e incompreendidos precisamente por aqueles que mais os deveriam
ajudar. Pais e professores rotulam-nos de desmazelados e “burros” sem de
deterem um pouco para conhecer a situação. Se te sentes assim e te encontras
desesperado por algum problema deste tipo, fala com alguém que te inspire
confiança e que possa orientar-te para receberes a ajuda de que necessitas.
Insiste até que consigas melhorar ou sair do que te angustia.
O que pode fazer um bom sono
Muitos problemas escolares poderiam resolver-se se tivesses as horas de sono
necessárias para descansar.
É curioso que um grande número de professores de matemática escolhem as
primeiras horas da manhã para dar as suas aulas crendo que, assim, os alunos
estarão mais frescos e dispostos a estudar; e ficam surpreendidos ao ver que
muitos ainda estão a dormir!
Porquê? Pois acontece que, actualmente, falar ao telefone, ver televisão,
navegar na Internet, ouvir música, jogar jogos de vídeo e sair com amigos são
actividades a que os estudantes dedicam muitas horas; horas que roubam,
continuamente, ao sono, não é assim? Estas distracções não teriam nada de
mal se não interferissem com o tempo que devem empregar a estudar. Sucede,
então, que os adolescentes se desorganizam e deixam para a noite as tarefas
escolares que deveriam fazer durante o dia; e como à noite já estão cansados,
fazem-nas a correr, pensando que a única coisa que importa é apresentá-las
aos professores, esquecendo-se que os trabalhos de casa se fazem com o objectivo
de aprender e não só como obrigação.
E, além disso, se aos fins-de-semana se aplicam, irão acumulando um cansaço
de que já não são conscientes.
Muitos jovens crêem que têm energias ilimitadas. Contudo, ignoram que o mau
humor, as mudanças de ânimo, a agressividade, a falta de concentração e até
a depressão são, por vezes, o resultado da falta de horas de sono.
Pensa seriamente no que foi dito atrás e procura descansar o suficiente e comer
de forma saudável e equilibrada. Verás que estarás em condições óptimas
para aprender e para lidar melhor com os problemas emocionais com que terás de
te enfrentar ao longo da tua vida.
Sofres de fadiga escolar?
Averigua respondendo sinceramente às perguntas. Anota as tuas respostas numa
folha de papel.
1. Quando chegas às aulas encontras-te: muito cansado; bastante cansado;
ligeiramente cansado; bastante descansado; ou muito descansado?
2. A que horas te deitas normalmente?
3. A que horas te levantas quando tens aulas?
4. Em que ocupas normalmente o teu tempo nas duas últimas horas antes de te
deitares?
5. Praticas exercício físico?
6. A que horas preferes estudar: de noite ou de manhã bem cedo?
7. O que comes normalmente ao pequeno almoço?
8. O que comes entre o pequeno almoço e o almoço?
9. Em que dia da semana te sentes mais cansado?
10. Que actividades realizas aos fins-de-semana?
11. Quando estás na escola, a que horas te sentes mais cansado?
12. Indica as causas do teu cansaço: falta de sono; não te interessa essa
aula; não te dás muito bem com o professor; o trabalho que te pedem na aula é
demasiado; menciona outras causas.
13. Que poderias fazer para que a escola se torne menos cansativa para ti?
Se descobrires que dormes menos de sete horas diárias; que estás a estudar
muito durante a noite ou que tens que te levantar de madrugada para estudar ou
terminar algum trabalho; que sais a correr e quase não tomas o pequeno almoço;
que comes guloseimas ou bolos na escola; que chegas muito cansado à primeira
aula; que a TV, o computador, o telefone ou os amigos cada vez te roubam mais
tempo, etc., chegou a hora de planeares um horário em que incluas o tempo
necessário para realizar todas as tarefas escolares. Deste modo desfrutarás
com mais tranquilidade as tuas horas livres sem te preocupares porque, nesse
momento, deverias estar a fazer os trabalhos.
BIBLIOGRAFIA
René G. Hernández: El éxito en tus estudios – Orientación del aprendizaje;
Edit. Trillas; Mela Cevallos: Educación familiar.
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