Editorial / Dezembro 2003

Coêrencia e exemplo

 Esta época do ano é, habitualmente, o momento mais propício à reflexão sobre a vida, a carreira profissional, as nossas relações familiares e as nossas expectativas para o futuro. Isto, quando a azáfama própria da época natalícia nos deixa algum tempo para pensar... Mais adiante apresentamos alguns conselhos que nos ajudarão a passar, mais ou menos incólumes, por esta severa prova anual!

 

No nosso mundo complicado e imprevisível, conceitos como “coerência” e “exemplo” (bom!) são valores de que desesperadamente estamos necessitados, se quisermos sobreviver como seres humanos dignos da nossa origem de criaturas de Deus. Dez meses depois de ter iniciado a sua série SE RENASCERES, Luís S. Nunes termina-a, precisamente com o sentido da “COERÊNCIA” , dizendo que “o valor que nos damos e a vontade de viver que a nossa vida reúne, são os segredos da chave da nossa vida, da saúde da nossa vida”.

 

Vidas coerentes são as que se procuram informar e actuar no sentido da saúde, do bem-estar e da utilidade para si próprias e para os outros. Daqui deriva o segundo conceito citado nestas linhas: o exemplo. Só pode ser um bom exemplo para os outros o que é coerente nas suas atitudes para consigo próprio. A coerência não existe teoricamente, é um valor que se esgota na prática. Isto é especialmente verdade quando se trata da educação das crianças e dos jovens como nos lembra, de forma muito abrangente, Paulo Sérgio Macedo, no seu artigo “Educação Coerente”. Benjamin Franklin resumiu-o de uma forma muito simples: ”Ninguém prega melhor do que a formiga e ela não fala”.

 

Nesta época tão cheia de simbolismo, como é o mês do Natal, procuremos parar por uns momentos para reflectir sobre o exemplo da vida d’Aquele cujo nascimento dá significado a esta data. Inspirado n’Ele e tirando uma lição para o ser humano, a escritora americana Ellen White escreveu, há mais de um século: “O exemplo de um só bom homem na comunidade faz brilhar uma luz que se reflecte sobre todos os outros“.
Feliz Natal, Prezados Leitores!

 

 

 

Com amizade,

Samuel Ribeiro

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