Comportamentos / Dezembro 2003

Junto de um Deficiente Auditivo

- Fale claramente, distinguindo palavra por palavra, mas não exagere. Fale com velocidade normal, salvo quando lhe for pedido para falar mais devagar.

- Tenha cuidado para que a pessoa surda veja a sua boca. A leitura dos lábios torna-se impossível se estiver a gesticular, a pôr alguma coisa em frente dos seus lábios, ou se estiver em contraluz.

- Fale com o tom normal de voz, a não ser que lhe peçam para levantar a voz. Gritar não ajuda.

- Seja expressivo. Como os surdos não podem ouvir as mudanças subtis do tom da sua voz indicando sarcasmo ou seriedade, a maioria deles “lerá” as suas expressões faciais, os seus gestos ou os movimentos do seu corpo para entender o que lhes quer comunicar.

- Se quer falar com uma pessoa surda, chame a sua atenção, seja sinalizando com a mão ou tocando, com a ponta dos dedos juntos, no seu ombro (se estiver de pé) ou no joelho (se estiver sentada). Enquanto estiverem a conversar, mantenha contacto visual. Se olhar para outro lado enquanto está a conversar, ela pode pensar que a conversa terminou.

- Se tiver dificuldades em entender o que um deficiente auditivo está a dizer, sinta-se à vontade para pedir que repita o que disse. Se ainda assim não entender, peça--lhe que escreva. O que interessa é comunicar. O método não é o mais importante.

- Se o surdo estiver acompanhado por um intérprete, fale directamente com a pessoa surda, não com o intérprete.

- Ao planear um encontro, lembre-se que os avisos visuais são úteis para os participantes surdos. Se está previsto um filme, providencie um resumo por escrito do conteúdo do filme, se este não for legendado.

 

Junto de Quem Tem Paralisia Cerebral

 

- A pessoa com paralisia cerebral anda com dificuldade, ou não anda, e pode ter problemas de fala. Os seus movimentos podem ser estranhos ou descontrolados.

- Pode, involuntariamente, apresentar gestos faciais incomuns, sob a forma de caretas. Geralmente, porém, trata-se de uma pessoa inteligente e sempre muito sensível. Ela sabe e compreende que não é como as outras pessoas.

- Para a ajudar, não a trate bruscamente. Adapte-se ao seu ritmo. Se não compreender o que ela diz, peça-lhe que repita. Ela compreendê-lo-á. Não se deixe impressionar pelo seu aspecto. Aja de forma natural. Sorria. É uma pessoa igual a si.

 

Junto de um Deficiente Mental

-Cumprimente a pessoa com deficiência mental de maneira normal e respeitosa, não se esquecendo de fazer o mesmo ao despedir-se. As pessoas com deficiência mental são, em geral, bem dispostas, carinhosas e gostam de comunicar. Dê-lhes atenção dirigindo-lhes palavras como: “Que bom que tenha vindo”, “gostamos muito da sua visita”, tentando manter a conversa até onde for possível.

- Seja natural. Evite a superproteção. A pessoa com deficiência mental deve fazer sozinha tudo o que puder. Ajude-a quando realmente for necessário.

- Lembre-se: a deficiência mental pode ser consequência de uma doença, mas não é uma doença. É uma condição de ser. Nunca use a expressão “doentinho(a)” ou “tolinho(a)”, quando se dirigir ou se referir a um deficiente mental. Não se esqueça: a deficiência mental não é uma doença mental.

- Uma pessoa portadora de deficiência mental é, em primeiro lugar, uma pessoa. Enquanto for criança, trate-a como criança. Quando for adolescente ou adulto, dispense-lhe o tratamento adequado.

 

Se não se encontra com pessoas com esses problemas...

É porque não podem andar de autocarro e de outros veículos que as conduzam a lugares públicos.

É porque não recebem formação profissional para se integrarem no mercado de trabalho.

É porque a sociedade as esconde.

 

Portanto...

Faça-lhes companhia.

Ajude-as a viajar e a transportar-se.

Ajude-as a estudar e a encontrar um emprego.

Inclua-as nos seus divertimentos.

Ao empregar essas pessoas, dê-lhes o mesmo tratamento dispensado aos demais candidatos.

 

S&L

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