Acácia-Bastarda
NOME EM LATIM: Robinia pseudoacacia L.
FAMÍLIA: Leguminosas
OUTROS NOMES: Falsa-acácia, acácia-de-flores-brancas, robínia.
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Precauções |
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As sementes, a casca e as raízes, apesar do seu sabor doce, são tóxicas e provocam vómitos. |
HABITAT: Originária da América do Norte. Tem sido cultivada como planta ornamental em todas as zonas temperadas do planeta.
DESCRIÇÃO: Árvore de 4 a 20 m de altura, com ramos providos de longos espinhos aguçados. As flores são brancas, em cachos pendentes, muito aromáticas e de sabor açucarado.
REFERÊNCIAS HISTÓRICAS: A acácia-bastarda foi introduzida na Europa no ano de 1601, por Jean Robin, jardineiro do rei de França. Daí o seu nome científico e também um dos nomes vulgares por que é conhecida. Embora se use como planta ornamental, possui interessantes propriedades medicinais. As abelhas elaboram com o néctar das suas flores um mel muito apreciado.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As flores e as folhas contêm flavonóides, glicósidos (robinina), tanino e um óleo essencial. São antiespasmódicas (aliviam os espasmos das vísceras ocas), colagogas (facilitam o esvaziamento da bílis) e emolientes, suavizam a pele e as mucosas). Utilizam-se como estomacais em caso de dispepsia (digestão pesada) e transtornos da vesícula biliar. Pela sua acção emoliente, protegem as mucosas do esófago e do estômago do excesso de ácido. Recomendam-se nos casos de pirose (acidez), esofagite e úlcera gastroduodenal (1). Em gargarejos, aliviam as irritações da garganta (2).
PARTES UTILIZADAS: As flores e as folhas.
Preparação e Emprego
USO INTERNO:
1- Infusão com 15 a 30 g de flores por litro de água, de que se recomenda tomar uma chávena depois de cada refeição.
USO EXTERNO:
2 - Gargarejos com a mesma infusão que se usa internamente.
* Roger, Pamplona, A Saúde pelas Plantas Medicinais, Publicadora Atlântico, S.A., 1996