A S&L... Registou Por Si: O Cidadão Como Referencial
No passado dia 26 de Maio, ao terminar o 7º ciclo de conferências sobre a Saúde organizadas pela fundação Calouste Gulbenkian, o Ministro da Saúde fez referência à intenção do governo de avançar com o primeiro Programa Nacional de Intervenção Integrada sobre Determinantes da Saúde e dos Estilos de Vida, bem como o (também) primeiro Programa de Informação e Educação sobre Estilos de Vida Saudáveis (entre outros). A Saúde e Lar congratula-se com estes projectos e aguarda com expectativa os acontecimentos que materializarão oficialmente aquilo que há mais de 60 anos vêm pugnando nas suas páginas. O registo vídeo desta comunicação está disponível no site da S&L e pode ser descarregado para o seu computador em www.saudelar.com
Ver televisão em excesso pode afectar mais do que a
mente. Pode também afectar seriamente a sua silhueta!
Um estudo realizado recentemente e envolvendo 50 000 mulheres revelou que por
cada duas horas por dia em frente da TV o risco de obesidade aumenta 23% e o
risco de contrair diabetes 14%. Surpreendentemente, o facto de estar sentado,
enquanto se trabalha, não apresenta risco significativo.
Contrariamente, por cada hora de marcha enérgica que os participantes do estudo
efectuaram, as suas probabilidades de se tornarem obesos baixaram 24% e o seu
risco de contrair diabetes caiu 34%.
Os investigadores concluíram que, se as mulheres gastassem menos de 10 horas por
semana a ver televisão e praticassem pelo menos 30 minutos diários de marcha
enérgica, teriam menos de 30% de casos de obesidade e menos 43% de novos casos
de diabetes.
Qual a recomendação dos especialistas? Salte do sofá e vá dar um passeio!
JAMA/ SL
Segundo um estudo realizado na Holanda, o risco de
uma mulher contrair cancro do pulmão é hoje três vezes superior ao de um homem
com igual peso e os mesmos hábitos de consumo de tabaco.
De acordo com o médico oncologista Prof. Sobrinho Simões, este aumento do
carcinoma pulmonar entre as mulheres pode ter a ver com a forma como elas
“metabolizam algumas das drogas contidas no tabaco, tornando-as mais
carcinogénicas” (causadoras do cancro). Poderá haver desta forma uma maior
incidência do cancro entre as mulheres por razões hormonais.
Apesar de a incidência do cancro do pulmão em Portugal ser muito maior entre os
homens (40 por cada cem mil, contra dez mulheres por cada cem mil), um estudo da
União Europeia demonstra que, entre 1985 e 2000, o número de mulheres que
contraiu a doença subiu 34 por cento, enquanto que o dos homens diminuiu 15 por
cento.
DN/ SL
Aumento das Infecções
Respiratórias nas Crianças
A entrada cada vez mais precoce nos infantários faz
disparar os casos de infecções respiratórias nas crianças.
Foi esta a opinião dos especialistas reunidos no 6º congresso Internacional de
Pneumologia Pediátrica, recentemente realizado entre nós. Segundo o Dr. Mário de
Almeida, imunoalergologista do Hospital de D. Estefânea, presente no Congresso,
em vez de diminuírem, “estas infecções são cada vez mais frequentes e uma causa
muito importante de internamento hospitalar”.
Apesar das causas destas infecções poderem ser multifactorais (genéticas,
alérgicas, ambientais, alimentares, etc), é um facto que “a exposição das
crianças aos agentes infecciosos pela entrada cada vez mais precoce nos
infantários leva ao agravamento dos sintomas e, consequentemente, da doença
respiratória”.
Por isso, é evidente que, para evitar estas infecções, é preciso apostar na
prevenção. Em primeiro lugar, nas crianças que vão entrar para o infantário e,
também, naquelas que, já lá estando, manifestaram na última época Outono-Inverno
um número significativo de infecções. Em qualquer dos casos haverá que usar
medicamentos imunomoduladores (vacinas) para reverter o quadro.
Esta imunoestimulação é feita por via oral, por meio de extractos bacterianos ou
componentes de bactérias. Desta forma, “as crianças ficam melhor defendidas no
contacto, na vida real, com os agentes das infecções, sendo possível reduzir a
utilização de antibióticos”.
A utilização destas vacinas permite diminuir a incidência destas doenças na
criança, com aumento do bem-estar da criança e dos seus familiares e uma redução
dos custos directos e indirectos.
Desta forma, é de todo aconselhável usar esta prevenção, especialmente na
criança em que já se conhece a tendência para ter estas infecções.
Tribuna Médica Press/SL
Doença de Alzheimer: Uma Situação
Preocupante
Cerca de 56 mil portugueses sofrem de doença de
Alzheimer.
Destes, 5 a 10 por cento têm mais de 65 anos, enquanto que 50 por cento têm mais
de 85 anos.
A doença de Alzheimer caracteriza-se por um processo neurodegenerativo
progressivo, com a destruição dos neurónios (células nervosas), principalmente
dos que têm função na memória e na capacidade de aprendizagem. É considerada uma
das doenças mais incapacitantes que afectam os idosos.
Segundo o Dr. João Barreto, psiquiatra do hospital de S. João, no Porto, “a
aprendizagem e o esforço intelectual aumentam o funcionamento das células
cerebrais e por isso as pessoas idosas devem manter-se activas e comunicar para
que tenham a maior lucidez possível”. No entanto, já com a doença instalada, é
possível proporcionar melhor qualidade de vida aos doentes, com o recurso a
novos medicamentos, como a memantina.
Segundo o especialista, “não existe um aumento de novos casos, mas, como a
população é cada vez mais idosa, há mais probabilidade de haver mais doentes de
Alzheimer”.
A verdadeira origem da doença de Alzheimer ainda não é conhecida, mas sabe-se
que são vários os factores que ajudam a desenvolver a doença. “O tabagismo, a
hipertensão arterial, o colesterol, entre outros, são factores de risco para se
desenvolver a doença degenerativa”, diz o especialista.
Há, no entanto, factores impossíveis de evitar, como a idade e o sexo. “Podemos
tentar prolongar a vida destes doentes com alguma qualidade. Há uma década,
tínhamos medicamentos com acção modesta nestes doentes. Existe agora um grupo
eficaz para restaurar o indivíduo, dar-lhe mais uns anos de vida útil com a
família. São extremamente úteis na diminuição do sofrimento”, acrescentou ainda
o Dr. João Barreto.
Tribuna Médica Press/Sl