Informação / Agosto 2004

A S&L... Registou Por Si: O Cidadão Como Referencial

No passado dia 26 de Maio, ao terminar o 7º ciclo de conferências sobre a Saúde organizadas pela fundação Calouste Gulbenkian, o Ministro da Saúde fez referência à intenção do governo de avançar com o primeiro Programa Nacional de Intervenção Integrada sobre Determinantes da Saúde e dos Estilos de Vida, bem como o (também) primeiro Programa de Informação e Educação sobre Estilos de Vida Saudáveis (entre outros). A Saúde e Lar congratula-se com estes projectos e aguarda com expectativa os acontecimentos que materializarão oficialmente aquilo que há mais de 60 anos vêm pugnando nas suas páginas. O registo vídeo desta comunicação está disponível no site da S&L e pode ser descarregado para o seu computador em www.saudelar.com


Tempo+TV= Gordura

Ver televisão em excesso pode afectar mais do que a mente. Pode também afectar seriamente a sua silhueta!
Um estudo realizado recentemente e envolvendo 50 000 mulheres revelou que por cada duas horas por dia em frente da TV o risco de obesidade aumenta 23% e o risco de contrair diabetes 14%. Surpreendentemente, o facto de estar sentado, enquanto se trabalha, não apresenta risco significativo.
Contrariamente, por cada hora de marcha enérgica que os participantes do estudo efectuaram, as suas probabilidades de se tornarem obesos baixaram 24% e o seu risco de contrair diabetes caiu 34%.
Os investigadores concluíram que, se as mulheres gastassem menos de 10 horas por semana a ver televisão e praticassem pelo menos 30 minutos diários de marcha enérgica, teriam menos de 30% de casos de obesidade e menos 43% de novos casos de diabetes.
Qual a recomendação dos especialistas? Salte do sofá e vá dar um passeio!


JAMA/ SL


Cancro do Pulmão  no Feminino

Segundo um estudo realizado na Holanda, o risco de uma mulher contrair cancro do pulmão é hoje três vezes superior ao de um homem com igual peso e os mesmos hábitos de consumo de tabaco.
De acordo com o médico oncologista Prof. Sobrinho Simões, este aumento do carcinoma pulmonar entre as mulheres pode ter a ver com a forma como elas “metabolizam algumas das drogas contidas no tabaco, tornando-as mais carcinogénicas” (causadoras do cancro). Poderá haver desta forma uma maior incidência do cancro entre as mulheres por razões hormonais.
Apesar de a incidência do cancro do pulmão em Portugal ser muito maior entre os homens (40 por cada cem mil, contra dez mulheres por cada cem mil), um estudo da União Europeia demonstra que, entre 1985 e 2000, o número de mulheres que contraiu a doença subiu 34 por cento, enquanto que o dos homens diminuiu 15 por cento.


DN/ SL

 


Aumento das Infecções Respiratórias nas Crianças

A entrada cada vez mais precoce nos infantários faz disparar os casos de infecções respiratórias nas crianças.
Foi esta a opinião dos especialistas reunidos no 6º congresso Internacional de Pneumologia Pediátrica, recentemente realizado entre nós. Segundo o Dr. Mário de Almeida, imunoalergologista do Hospital de D. Estefânea, presente no Congresso, em vez de diminuírem, “estas infecções são cada vez mais frequentes e uma causa muito importante de internamento hospitalar”.
Apesar das causas destas infecções poderem ser multifactorais (genéticas, alérgicas, ambientais, alimentares, etc), é um facto que “a exposição das crianças aos agentes infecciosos pela entrada cada vez mais precoce nos infantários leva ao agravamento dos sintomas e, consequentemente, da doença respiratória”.
Por isso, é evidente que, para evitar estas infecções, é preciso apostar na prevenção. Em primeiro lugar, nas crianças que vão entrar para o infantário e, também, naquelas que, já lá estando, manifestaram na última época Outono-Inverno um número significativo de infecções. Em qualquer dos casos haverá que usar medicamentos imunomoduladores (vacinas) para reverter o quadro.
Esta imunoestimulação é feita por via oral, por meio de extractos bacterianos ou componentes de bactérias. Desta forma, “as crianças ficam melhor defendidas no contacto, na vida real, com os agentes das infecções, sendo possível reduzir a utilização de antibióticos”.
A utilização destas vacinas permite diminuir a incidência destas doenças na criança, com aumento do bem-estar da criança e dos seus familiares e uma redução dos custos directos e indirectos.
Desta forma, é de todo aconselhável usar esta prevenção, especialmente na criança em que já se conhece a tendência para ter estas infecções.


Tribuna Médica Press/SL

 


Doença de Alzheimer: Uma Situação Preocupante

Cerca de 56 mil portugueses sofrem de doença de Alzheimer.
Destes, 5 a 10 por cento têm mais de 65 anos, enquanto que 50 por cento têm mais de 85 anos.
A doença de Alzheimer caracteriza-se por um processo neurodegenerativo progressivo, com a destruição dos neurónios (células nervosas), principalmente dos que têm função na memória e na capacidade de aprendizagem. É considerada uma das doenças mais incapacitantes que afectam os idosos.
Segundo o Dr. João Barreto, psiquiatra do hospital de S. João, no Porto, “a aprendizagem e o esforço intelectual aumentam o funcionamento das células cerebrais e por isso as pessoas idosas devem manter-se activas e comunicar para que tenham a maior lucidez possível”. No entanto, já com a doença instalada, é possível proporcionar melhor qualidade de vida aos doentes, com o recurso a novos medicamentos, como a memantina.
Segundo o especialista, “não existe um aumento de novos casos, mas, como a população é cada vez mais idosa, há mais probabilidade de haver mais doentes de Alzheimer”.
A verdadeira origem da doença de Alzheimer ainda não é conhecida, mas sabe-se que são vários os factores que ajudam a desenvolver a doença. “O tabagismo, a hipertensão arterial, o colesterol, entre outros, são factores de risco para se desenvolver a doença degenerativa”, diz o especialista.
Há, no entanto, factores impossíveis de evitar, como a idade e o sexo. “Podemos tentar prolongar a vida destes doentes com alguma qualidade. Há uma década, tínhamos medicamentos com acção modesta nestes doentes. Existe agora um grupo eficaz para restaurar o indivíduo, dar-lhe mais uns anos de vida útil com a família. São extremamente úteis na diminuição do sofrimento”, acrescentou ainda o Dr. João Barreto.
 

Tribuna Médica Press/Sl
 

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