NOME EM LATIM:
Mentha pulegium L.
FAMÍLIA: Labiadas
HABITAT: Cresce em lugares frescos, por vezes junto aos regatos, em toda a
Europa. Difundido pelo continente americano.
DESCRIÇÃO: Planta vivaz, muito aromática, de 25 a 40 cm de altura. As flores
agrupam-se nas axilas das folhas, são lilases, cor-de-rosa ou brancas, e têm um
aroma que lembra o da casca de limão e o da hortelã.
REFERÊNCIAS HISTÓRICAS: Muito antes de existirem os sprays insecticidas, a
sabedoria popular já utilizava as fumigações de poejo para afugentar os
parasitas. Poejo vem do latim pulegium (pulga), pois os antigos Gregos e Romanos
já utilizavam os seus vapores para matar as pulgas.
As propriedades medicinais do poejo já se conhecem desde há milénios. Discórides,
o grande médico e botânico grego do século I d.C., diz que «tem força de
aquecer, de emagrecer e de digerir».
– Enchi demasiado o estômago! Vou pedir uma chávena de poejo para me ajudar a
fazer a digestão – diz o comensal num restaurante depois de uma opulenta
refeição.
– Pois vou pedir outra para mim, porque me disseram que o poejo ajuda a aliviar
a cabeça quando se bebeu um pouco ...
Certamente o poejo ajuda a resolver estes problemas. Pois bem, seria muito
melhor não ter de usá-lo como tratamento sintomático. Evitar os excessos é mais
sábio do que curar as suas consequências, mesmo com uma coisa tão natural como
uma tisana.

PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém óleo essencial (0,5%-1%) à base
de pulegona, uma cetona não saturada. Contém também mentona, limoneno e outras
cetonas. Eis as suas propriedades:
- Digestivo e tónico estomacal: Facilita os processos digestivos, aumentando a
secreção de sucos (gástrico, intestinal e pancreático) e estimulando a
motilidade do estômago e do intestino delgado. É carminativo (elimina o excesso
de gases) e combate as fermentações intestinais, acalmando as dores de cabeça de
origem digestiva (1). Aumenta também a secreção de bílis (efeito colagogo).
Deste modo, o seu uso é indicado sempre que se trate de facilitar os processos
digestivos; na hipocloridria (falta de sucos no estômago); nas digestões
pesadas; nos casos de meteorismo (excesso de gases) e de transtornos da vesícula
biliar (disquinesias biliares, vesícula preguiçosa).
- Expectorante e antitússico: De utilidade nos catarros e na tosse convulsa (1).
- Emenagogo e antiespasmódico: Facilita a menstruação e acalma as dores que
podem acompanhá-la (1).
- Vermífugo: Para expulsar os parasitas intestinais toma-se uma chávena bem
cheia em jejum, durante 5 dias seguidos (1).
- Anti-séptico: Muito útil para bochechar em caso de mau hálito ou piorreia (2),
e para lavar feridas da pele (3).
- Insecticida: Colocado em saquinhos entre a roupa, afugenta as traças.
Esfregando-se o pêlo dos animais domésticos com uma infusão concentrada, mata os
parasitas.
PARTES UTILIZADAS: Toda a planta.
Preparação
e Emprego
USO INTERNO
1- Infusão: Uma vez tirada a água do lume, e passada a fervura, acrescentam-se
10-20 g de poejo por litro de água e deixa-se infundir durante alguns minutos.
Pode-se adoçar com mel.
Como tónico digestivo, toma-se uma chávena depois de cada refeição. Nos casos de
afecções bronquiais ou de transtornos da menstruação, ingere-se uma chávena bem
quente de duas em duas horas.
USO EXTERNO
2 - Bochechos: com uma infusão mais concentrada (30 g por litro de água) do que
para o uso interno.
3 - Lavagens: Com uma infusão concentrada