ASSIMILAR E ACOMODAR
É sabido que o cérebro humano funciona através de dois mecanismos: a
assimilação e a acomodação.
Em relação aos olhos, por exemplo, tudo funciona automaticamente: na fase de
assimilação recebem-se imagens; na fase da acomodação, eles tratam de se
ajustar automaticamente. Assim, para enfrentar a luz intensa de uma tarde de
Verão, a pupila diminui; perante a luz obscura do crepúsculo, a pupila
dilata-se. Depois, o cérebro faz o resto, utilizando a memória.
Esta adaptação traz grande conforto e estabilidade ao ser humano.
Infelizmente, na vida, as coisas nem sempre se passam assim. Se o “contexto”
for de amor, paz, felicidade, saúde, a assimilação e acomodação são fáceis e
automáticas. A memória tem em arquivo imagens bonitas e ajuda. O resultado
também se traduz em conforto e estabilidade.
Então e quando surgem os conflitos, alguns constantes e terríveis, nas suas
várias formas?
Bem, nesse caso é necessário desenvolver outros mecanismos que ajudem a
entender o que não entendemos, a enfrentar o que nos assusta, a mudar o que
nos parece impossível, de forma activa e eficaz. É possível mas não é fácil,
pois isso exige grande coragem e força de vontade, mas, conseguindo, iremos
encontrar o conforto e a estabilidade que são essenciais e condições
necessárias para evitar comportamentos desviantes.
Estamos a referir-nos a comportamentos desviantes na família, especialmente
em crianças e jovens que têm de tomar, a todo o momento, decisões certas
para a vida. Uma dessas decisões – importantíssima nos dias de hoje, a de
conseguir dizer não à droga. É esta a razão de ser do artigo da autoria do
sociólogo Luís S. Nunes – Catapultando a Vontade.
Na mesma linha, de conflitos, estão todos os filhos que devem sair o menos
frágeis possível da situação deveras fragilizante do divórcio. Sobre isso o
psicólogo José Navarro Góngora traz-nos Como Tratar os Filhos do Divórcio,
em continuação do óptimo estudo sobre ruptura familiar, saído na revista do
mês passado.
E muitos mais artigos de interesse encontrará nestas páginas.
A propósito, um conselho: se fuma... consulte já o Plano de Cessação
Tabágica em www.saudelar.com
Um abraço amigo,
