Combata o Cancro com Fibra

Novas investigações confirmam o que os
nutricionistas têm dito durante anos: Comer muitos alimentos ricos em fibras é
uma maneira fantástica de proteger a saúde. Isso pode parecer uma afirmação
exagerada. Mas, de acordo com os investigadores que estão a fazer o maior estudo
de sempre sobre o relacionamento entre a alimentação e o cancro, é a verdade.
Durante 15 anos, o European Prospective Investigation of Cancer and Nutricion
(EPIC) tem examinado os hábitos alimentares de mais de 400 000 pessoas em nove
estados europeus. Os investigadores do EPIC relataram resultados preliminares do
seu estudo de grupo a longo prazo numa conferência sobre nutrição levada a
efeito, em 2001, em Lion, França.
Entre outras descobertas, os investigadores determinaram que a fibra é
particularmente importante para reduzir o risco de cancro colorrectal, a segunda
causa mais importante de morte relacionada com o cancro, nos Estados Unidos.
“Envolvemos 400 000 pessoas no estudo, separadas em cinco grupos de acordo com a
fibra que ingerem,” explica a Professora Sheila Bingham, da Unidade de Dunn de
Nutrição Humana, na Universidade de Cambridge. “O grupo que ingeria a maior
quantidade de fibra reduziu o seu risco de cancro colorrectal numa percentagem
que chegou a atingir os 40 por cento.”
As descobertas do EPIC parecem confirmar o que muitos nutricionistas têm dito,
durante décadas, sobre a fibra. Por outro lado, pode ser que se recorde de
notícias que, há alguns anos atrás, afirmavam que a fibra era “inútil” como
protecção contra o cancro colorrectal. Portanto, em que acreditar?
Mensagens Misturadas
Estes assuntos sobre saúde surgem em resposta a estudos que duvidam do papel
protector da fibra. Um dos maiores golpes contra a reputação da fibra surgiu em
1999, quando o New England Journal of Medicine publicou os resultados do Estudo
da Enfermeira sobre Saúde. Esta investigação – uma análise dos estilos
alimentares e da saúde de 89 000 enfermeiras e enfermeiros – descobriu que os
participantes que ingeriam a maior quantidade de fibra não reduziram o seu risco
de cancro do cólon.
“Há muito tempo que incentivávamos e acreditávamos no papel protector da fibra,
por isso esse estudo foi um pouco desconcertante,” diz Kathleen Zelman, uma
nutricionista e porta-voz da Associação Americana de Nutrição. “Contudo, não
mudámos as nossas recomendações, porque não se faz isso baseado apenas num ou
dois estudos.”
Na realidade, alguns críticos das descobertas “anti-fibra” apontaram certas
falhas na forma como a investigação foi feita. Entretanto, outros estudos
trouxeram à luz as propriedades protectoras da fibra. Uma equipa da Universidade
de Harvard, por exemplo, descobriu que certas enzimas derivadas da fibra têm a
capacidade de bloquear o processo do cancro do cólon.
Investigadores pertencentes ao projecto EPIC – que conseguiram os primeiros
resultados positivos sobre a fibra num grupo tão grande – dizem que a sua
extensão, em si própria, já tem um largo alcance em clarificar a confusão. Esses
resultados positivos não surpreenderam Bingham, um especialista importante sobre
a fibra. “Há muito bons mecanismos através dos quais a fibra protege contra o
cancro colorrectal,” diz.
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Joel Groover
Escritor freelance sobre assuntos de saúde