Soja:
Não é só para gado!
O feijão de soja poderá ser o alimento mais perfeito do mundo. Contém muitos
nutrientes, ajuda a combater algumas das doenças crónicas mais mortais, e cresce
aqui mesmo, no nosso País. É uma proteína completa, comparável com a qualidade
encontrada na carne. O seu conteúdo de gordura é, primariamente, insaturado,
incluindo os ácidos gordos e ácido linolénico, tão difíceis de encontrar. A soja
é uma boa fonte de cálcio, embora este seja afectado pelo processamento. As
marcas que se devem comprar são as que usam sulfato de cálcio como coagulante
para fabricar o tofu, que é um cálcio de fácil aquisição para a prevenção da
osteoporose. O tofu é rico em ferro, e a sua absorção é aumentada quando
combinada com uma boa fonte de vitamina C. Os derivados de soja também são ricos
nas vitaminas B, em zinco, cobre e magnésio, isto já para não mencionar o seu
conteúdo único de fitoquímicos. Impressionante, para um legume!
Os Estados Unidos produzem 60 por cento do feijão de soja mundial. É uma das
principais culturas deste país. O feijão de soja foi levado da China, Japão e
Coreia, para os Estados Unidos. Nos anos de 1800 era usado principalmente como
uma forragem minoritária para o gado. Em tempos mais recentes, o feijão soja tem
sido usado principalmente como farinha proteica e óleo. A maior parte do óleo de
soja é usado no fabrico de margarina, molhos para salada, maionese, e outros
produtos alimentares e não alimentares com óleo. Infelizmente, a maior parte da
farinha de soja, tão rica em proteínas, é usada como uma das importantes fontes
de proteínas para a alimentação do gado. Na realidade, cerca de 98 por cento
desta colheita alimentar tão nutritiva é, ironicamente, usada para alimentar os
animais que, em última análise, são os culpados pela doença que a soja ajuda a
prevenir. Pelo menos o gado alimenta-se de forma saudável...
Quando os seres humanos consomem, realmente, produtos de soja, notam-se efeitos
fantásticos. Recentemente, foi permitido que os produtos de soja reclamassem um
papel na possibilidade de reduzirem o risco de doenças cardíacas. Isto baseia-se
em estudos que têm mostrado, consistentemente, que, ingerindo pelo menos 35 g ou
mais de proteína de soja, há uma diminuição nos níveis de colesterol e lípidos
sanguíneos. Esta quantidade equivale a cerca de uma chávena de feijão de soja
cozido ou uma chávena de feijão de soja processado, tal como o tofu.
A soja também contém pelo menos cinco substâncias anticarcinogénicas, tendo, por
isso, um papel na diminuição do risco de cancro. Poderá ser especialmente
benéfica na prevenção do cancro da mama, da próstata e do cólon. A classe destes
anticarcinogénicos mais estudada tem sido as isoflavonas. As isoflavonas imitam
a estrutura química do estrogénio, bloqueando alguns dos efeitos que este tem de
causar cancro. Os compostos encontrados na soja também poderão inibir o
crescimento das células independentes do estrogénio, o que poderá ser benéfico
para outras formas de cancro. A par dos efeitos antiestrogénicos das
isoflavonas, está o efeito de diminuição da perda de cálcio ósseo. A maior parte
das mulheres experimentam um aumento do risco de fracturas ósseas depois da
menopausa, e a soja poderá ajudar a proteger os ossos das mulheres durante um
longo período de tempo. Também tem sido mostrado que este efeito de estrogénio
protege, ainda, o coração feminino.
A fantástica capacidade que a soja tem de bloquear o risco de demasiado
estrogénio e, contudo, providenciar suficiente quantidade de componentes
similares com o efeito protector do estrogénio, é uma situação vencedora para as
mulheres que estão conscientes da sua saúde.
S&L
Uva Mason e Georgia
E. Hodgkin
Nutricionistas