Um Amor diferente... em cada tempo
Hansel e Gretel
Lembra-se dos dois irmãos, que, abandonados na floresta, encontraram uma casa
feita de chocolate, de onde por pouco escaparam ao perigo? É assim o
relacionamento com os outros quando somos crianças: um tempo de descoberta e
partilha, no qual os momentos que passamos com os amigos são verdadeiras “casas
de chocolate”. Ficam para sempre… doces recordações de cada brincadeira
despreocupada, pelas quais crescemos acompanhados de riso, gravadas na memória
para sempre. É a idade da Inocência.
Romeu e Julieta
Os Montecchio e os Capuletos não conseguiram travar nem impedir o sentimento dos
seus filhos. Porque as paixões adolescentes são assim: impetuosas e
inconscientes, mas também solidárias e generosas. É a idade da fogosidade
interior e do proclamar ao mundo que se ama! E se ama para sempre… em cada amor
platónico. É a idade da Paixão pela vida.
Ulisses e Penélope
O amor é em si mesmo uma Odisseia. E quando alguém encontra outro a quem amar
para sempre, tudo faz para com essa pessoa construir uma vida. Ulisses, que, de
regresso da Guerra de Tróia, tudo enfrenta para chegar a Ítaca e reencontrar-se
com a sua esposa, é o símbolo de todos os que lutam por uma vida a dois. Entre
encontros e desencontros, alegrias e desavenças, na saúde ou na doença, no lazer
ou trabalho, vale a pena começar a construir uma relação, um lar, uma vida!
É a
idade da Construção.
Georg e Maria
Com certeza não esqueceu a família Von Trapp, da Música no Coração, com a qual
sucessivas gerações se habituaram a conviver. Será ainda possível encontrar um
mundo puro, onde a música e a harmonia enchem um lar de amor, no qual duas
pessoas se amam com companheirismo, empenhadas em fazer das suas vidas e das
vidas dos seus filhos um hino de alegria? É poético… mas não impossível. E, se
há idade em que é possível, é quando um amor terno e sereno invade o coração de
cada um, no qual o outro e os outros estão à frente de si próprio.
A idade da
Partilha.
E quando o Outro…
já não está
E quando a vida nos separa de quem amamos, fica a memória e as memórias de cada
momento. Essas não desaparecem e são guardadas no baú mais rico do coração: o do
amor. É tempo de transmitir um testemunho, uma sabedoria, uma experiência
vivida, marcar a vida dos outros com a vida que se viveu.
É o tempo de Recordar.
Viva este Dia dos Namorados com o que de melhor ele tem: o Amor pelos outros!
Paulo Sérgio Macedo
Director da revista para Adolescentes ZY