Informação / Janeiro 2004

A S&L... Navegou Por Si: Menos Álcool – Mais Saúde

O Centro Regional de Alcoologia do Centro Maria Lucília Mercês de Mello produziu um CR-rom destinado a jovens, focalizando a problemática da alcoologia nos jovens. Intitulado Menos Álcool – Mais Saúde, este instrumento de fácil utilização e com uma apresentação interessante reúne materiais pedagógicos no âmbito da Educação para a Saúde. Para mais informações consulte em www.crac.min-saude.pt  ou através do tel. 239793710 dos produtores deste trabalho destinado aos jovens adolescentes.


Pneumonia: Maior Perigo Para os Idosos

As doenças respiratórias que mais afectam os portugueses são a bronquite crónica, a asma brônquica e a pneumonia, sendo esta uma das principais causas de morte nos idosos, já de si fragilizados em termos de defesas imunitárias. Segundo o Dr. Amaral Marques, pneumologista do Hospital Particular de Lisboa, tratam-se de patologias “incapacitantes com grande impacto, já que, para além da população estar cada vez mais exposta à poluição atmosférica e ao tabaco, também vive mais”.
De acordo com o mesmo especialista, nos últimos anos, para além da componente genética, factores como o tabaco e a progressão da poluição ambiental interior e exterior, têm vindo a agravar o desenvolvimento das doenças respiratórias. Estas doenças, para além de serem uma das principais causas de absentismo escolar e laboral, conduzem a um grande consumo de medicamentos, com repercussão a nível educacional, económico e social, afectando a qualidade de vida dos indivíduos.
Para além da vantagem em praticar estilos de vida correctos, tais como a evicção total do tabaco e a prática de uma alimentação saudável e do exercício físico adaptado à idade, a Medicina fornece hoje meios eficazes de prevenção destas doenças. Segundo o Dr. Amaral Marques, a imunoestimulação (vulgo, vacinas) é importante, já que, “para além de se tratar de um tratamento preventivo e não apresentar efeitos secundários significativos, os doentes vão apresentar muito menos infecções, independentemente do grupo etário em que se inserem”.
Estas “vacinas” aumentam as defesas imunitárias do organismo contra diversas bactérias e vírus, ajudando a desenvolver uma maior resistência a estas patologias. Conclui o especialista que, “ao prescrever a imunoterapia inespecífica (vacinas), está-se a evitar a utilização indiscriminada de antibióticos que iria criar resistências, dificultando o combate às doenças do aparelho respiratório”.

 

Tribuna Médica Press/SL


Depressão Afecta os Jovens

 

Um em cada cinco adolescentes portugueses sofre de alguma forma de depressão. Segundo um inquérito feito à escala nacional, 2,5 por cento dos jovens apresentam graves perturbações do humor.
Este inquérito, coordenado por Teresa Correia, professora da Escola de Enfermagem do Instituto Politécnico de Bragança e por Henrique de Barros, do Serviço de Higiene e Epidemiologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, investigou cerca de sete mil adolescentes portugueses, de todos os distritos do país, com excepção de Leiria e Guarda.
Lisboa e Beja foram os distritos onde se encontraram os valores mais elevados de adolescentes com depressão. Na capital, a percentagem chega quase aos 40 por cento e na capital do Baixo Alentejo aos 30.
A depressão é uma doença do foro psiquiátrico que pode levar ao suicídio, sendo este uma causa de morte importante nesta faixa etária. Por isso, a depressão constitui hoje em dia uma grande preocupação, sobretudo quando se perspectivam metas de cuidados de saúde e se sabe que este será um dos mais importantes problemas do futuro nesta área.
Segundo o Dr. Henrique de Barros, “o facto de termos um número tão significativo de adolescentes descompensados e com maior risco de suicídio, significa que há necessidade de uma maior atenção a este tipo de problemas por parte das escolas” e, naturalmente, por parte das famílias.

 

DN/SL


A Complicada Fibromialgia

 

A fibromialgia é uma doença de que há referência há já 2000 anos, mas que ainda hoje é difícil de diagnosticar, pecando-se neste caso tanto por defeito como por excesso.
A Liga Portuguesa de Profilaxia Social (LPPS), em conjunto com a associação de doentes MIOS, realizou recentemente no Porto o I Encontro Nacional de Fibromialgia, em que foi analisada a problemática do diagnóstico e ainda os tratamentos físicos e psicológicos, com destaque para a qualidade de vida das pessoas afectadas.
Quanto a este último ponto, foram salientados no Encontro os resultados de um inquérito realizado a 65 mulheres com diagnóstico de fibromialgia e que revelaram que 10% já tinham tentado o suicídio. Referindo-se a estes dados, o Dr. António Rui Leal, Presidente da LPPS, salientou o contexto depressivo, de alterações psicossomáticas, que acompanha ou caracteriza esta doença “complicada”, sobre a qual “ainda se sabe pouco” e que “ainda é recente” em termos de diagnóstico.
Embora o Colégio Americano de Reumatologia tenha “reconhecido” a doença e estabelecido critérios para o seu diagnóstico, a verdade é que é ainda difícil concluir pela fibromialgia, sendo necessário evitar os exageros. Não é “qualquer pessoa que se sente cansada e com dores que sofre de fibromialgia”, alertou o especialista. Apesar de estar na moda, “a dificuldade de diagnóstico não permite que muitos casos sejam identificados e tratados correctamente, isto numa altura em que a epidemia (à escala global) começa a avançar com percentagens que variam entre os 2 e os 7%”. Muitos doentes se “perdem” no circuito de médico atrás de médico e de queixa atrás de queixa. Começa no entanto a haver um grupo de especialistas – os reumatologistas – que surge em vantagem para o diagnóstico e tratamento da fibromialgia, patologia que necessita, na maior parte dos casos, de uma intervenção multidisciplinar, incluindo apoio psiquiátrico, psicológico e fisiátrico.
Segundo o Dr. António Rui Leal, esta doença pode surgir na sequência de um traumatismo, de um acontecimento importante na vida da pessoa, como a morte de um ente querido ou um divórcio, mas também pode surgir de causa auto-imune, sabendo-se que a ausência de determinados neuromediadores pode explicar o seu aparecimento. Muitas pessoas que sofrem de fibromialgia podem ter ainda “dificuldades em lidar com o stresse” ou apresentarem uma “hipersensibilidade à dor”.

 

Tempo Medicina /SL

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