A S&L... Navegou Por Si: Menos Álcool – Mais Saúde
O Centro Reg
ional de Alcoologia do Centro Maria Lucília Mercês de Mello produziu
um CR-rom destinado a jovens, focalizando a problemática da alcoologia nos
jovens. Intitulado Menos Álcool – Mais Saúde, este instrumento de fácil
utilização e com uma apresentação interessante reúne materiais pedagógicos no
âmbito da Educação para a Saúde. Para mais informações consulte em
www.crac.min-saude.pt ou através do tel. 239793710 dos produtores deste trabalho
destinado aos jovens adolescentes.
Pneumonia: Maior Perigo Para os Idosos
As doenças respiratórias que mais afectam os
portugueses são a bronquite crónica, a asma brônquica e a pneumonia, sendo esta
uma das principais causas de morte nos idosos, já de si fragilizados em termos
de defesas imunitárias. Segundo o Dr. Amaral Marques, pneumologista do Hospital
Particular de Lisboa, tratam-se de patologias “incapacitantes com grande
impacto, já que, para além da população estar cada vez mais exposta à poluição
atmosférica e ao tabaco, também vive mais”.
De acordo com o mesmo especialista, nos últimos anos, para além da componente
genética, factores como o tabaco e a progressão da poluição ambiental interior e
exterior, têm vindo a agravar o desenvolvimento das doenças respiratórias. Estas
doenças, para além de serem uma das principais causas de absentismo escolar e
laboral, conduzem a um grande consumo de medicamentos, com repercussão a nível
educacional, económico e social, afectando a qualidade de vida dos indivíduos.
Para além da vantagem em praticar estilos de vida correctos, tais como a evicção
total do tabaco e a prática de uma alimentação saudável e do exercício físico
adaptado à idade, a Medicina fornece hoje meios eficazes de prevenção destas
doenças. Segundo o Dr. Amaral Marques, a imunoestimulação (vulgo, vacinas) é
importante, já que, “para além de se tratar de um tratamento preventivo e não
apresentar efeitos secundários significativos, os doentes vão apresentar muito
menos infecções, independentemente do grupo etário em que se inserem”.
Estas “vacinas” aumentam as defesas imunitárias do organismo contra diversas
bactérias e vírus, ajudando a desenvolver uma maior resistência a estas
patologias. Conclui o especialista que, “ao prescrever a imunoterapia
inespecífica (vacinas), está-se a evitar a utilização indiscriminada de
antibióticos que iria criar resistências, dificultando o combate às doenças do
aparelho respiratório”.
Tribuna Médica Press/SL
Um em cada cinco adolescentes portugueses sofre de
alguma forma de depressão. Segundo um inquérito feito à escala nacional, 2,5 por
cento dos jovens apresentam graves perturbações do humor.
Este inquérito, coordenado por Teresa Correia, professora da Escola de
Enfermagem do Instituto Politécnico de Bragança e por Henrique de Barros, do
Serviço de Higiene e Epidemiologia da Faculdade de Medicina da Universidade do
Porto, investigou cerca de sete mil adolescentes portugueses, de todos os
distritos do país, com excepção de Leiria e Guarda.
Lisboa e Beja foram os distritos onde se encontraram os valores mais elevados de
adolescentes com depressão. Na capital, a percentagem chega quase aos 40 por
cento e na capital do Baixo Alentejo aos 30.
A depressão é uma doença do foro psiquiátrico que pode levar ao suicídio, sendo
este uma causa de morte importante nesta faixa etária. Por isso, a depressão
constitui hoje em dia uma grande preocupação, sobretudo quando se perspectivam
metas de cuidados de saúde e se sabe que este será um dos mais importantes
problemas do futuro nesta área.
Segundo o Dr. Henrique de Barros, “o facto de termos um número tão significativo
de adolescentes descompensados e com maior risco de suicídio, significa que há
necessidade de uma maior atenção a este tipo de problemas por parte das escolas”
e, naturalmente, por parte das famílias.
DN/SL
A fibromialgia é uma doença de que há referência há
já 2000 anos, mas que ainda hoje é difícil de diagnosticar, pecando-se neste
caso tanto por defeito como por excesso.
A Liga Portuguesa de Profilaxia Social (LPPS), em conjunto com a associação de
doentes MIOS, realizou recentemente no Porto o I Encontro Nacional de
Fibromialgia, em que foi analisada a problemática do diagnóstico e ainda os
tratamentos físicos e psicológicos, com destaque para a qualidade de vida das
pessoas afectadas.
Quanto a este último ponto, foram salientados no Encontro os resultados de um
inquérito realizado a 65 mulheres com diagnóstico de fibromialgia e que
revelaram que 10% já tinham tentado o suicídio. Referindo-se a estes dados, o
Dr. António Rui Leal, Presidente da LPPS, salientou o contexto depressivo, de
alterações psicossomáticas, que acompanha ou caracteriza esta doença
“complicada”, sobre a qual “ainda se sabe pouco” e que “ainda é recente” em
termos de diagnóstico.
Embora o Colégio Americano de Reumatologia tenha “reconhecido” a doença e
estabelecido critérios para o seu diagnóstico, a verdade é que é ainda difícil
concluir pela fibromialgia, sendo necessário evitar os exageros. Não é “qualquer
pessoa que se sente cansada e com dores que sofre de fibromialgia”, alertou o
especialista. Apesar de estar na moda, “a dificuldade de diagnóstico não permite
que muitos casos sejam identificados e tratados correctamente, isto numa altura
em que a epidemia (à escala global) começa a avançar com percentagens que variam
entre os 2 e os 7%”. Muitos doentes se “perdem” no circuito de médico atrás de
médico e de queixa atrás de queixa. Começa no entanto a haver um grupo de
especialistas – os reumatologistas – que surge em vantagem para o diagnóstico e
tratamento da fibromialgia, patologia que necessita, na maior parte dos casos,
de uma intervenção multidisciplinar, incluindo apoio psiquiátrico, psicológico e
fisiátrico.
Segundo o Dr. António Rui Leal, esta doença pode surgir na sequência de um
traumatismo, de um acontecimento importante na vida da pessoa, como a morte de
um ente querido ou um divórcio, mas também pode surgir de causa auto-imune,
sabendo-se que a ausência de determinados neuromediadores pode explicar o seu
aparecimento. Muitas pessoas que sofrem de fibromialgia podem ter ainda
“dificuldades em lidar com o stresse” ou apresentarem uma “hipersensibilidade à
dor”.
Tempo Medicina /SL