Oriundo do continente americano, o abacate é notoriamente rico em gordura,
sendo uma fonte de ácido oleico e de calorias. Aproximadamente 70% da
constituição do abacate comum é água; o restante são sais minerais e vitaminas.
Há cerca de 347 mg de potássio em cada 100 g do fruto, o que representa 60%
acima do total encontrado na banana.
Associado a isso, o abacate é rico em vitamina E e glutationa, poderosos agentes
antioxidantes que protegem as células do corpo contra os danos causados pela
vida moderna. Actualmente, acredita-se que os danos celulares constituem o ponto
de partida para a maioria das doenças degenerativas, como o cancro e as doenças
cardíacas. A glutationa neutraliza a acção dos radicais livres, sendo
considerada um grande regenerador celular, principalmente das células
constituintes do sistema imunitário.
Até há pouco tempo atrás, o seu consumo não era recomendado aos obesos,
hipertensos, diabéticos e portadores de outras doenças associadas ao acúmulo de
gordura.
Contudo, em 1992 foi publicada a primeira evidência sobre a eficácia do abacate
como fonte de ácidos gordos monoinsaturados, reduzindo o colesterol total, o
colesterol de baixa densidade (LDL) e os triacilgliceróis (TAG). Posteriormente,
em 1997, foi constatado em doentes com colesterol elevado que, além do consumo
do fruto induzir à redução nas taxas de colesterol total, LDL e TAG, também
favorece o aumento desejável dos níveis do colesterol de alta densidade (HDL).
Os resultados da adopção de dietas compostas por abacate não demoraram a
aparecer. Após uma semana de uso, ocorrem alterações sensíveis nos indicadores
lipídicos do sangue. Além disso, já foi identificado que o consumo de abacate
também influencia a glicemia. Após quatro semanas a consumir abacate, mulheres
diabéticas insulinodependentes tiveram uma redução tanto no colesterol sérico
total como na glicemia plasmática.
Dessa forma, o abacate auxilia no tratamento de doenças crónicas, especialmente
nas cardiopatias, diabetes e dislipidemias, ao contrário do que se cria
anteriormente.
Porém, é bom lembrar que a introdução regular do abacate na alimentação deve ser
feita sob acompanhamento nutricional, dada a alta quantidade de calorias do
fruto. Assim, o peso corporal estará sob controlo.
Késia Diego Quintaes
Nutricionista