Informação / Julho 2004

A S&L... Leu Por Si: Pânico: da Compreensão ao Tratamento

Já alguma vez sentiu pânico? O pânico é uma situação que pode e deve compreender-se e tratar-se. Esta é a mensagem do livro de José Pinto Gouveia, Serafim Carvalho e Lígia Fonseca, da Climepsi Editores. Editado em Janeiro deste ano, este livro trata, em 10 grandes capítulos, os pontos essenciais relacionados com a patologia do pânico. É de salientar que o pânico nem sempre está devidamente diagnosticado, afectando, segundo estudos da OMS, 24% da população. Assim, dado que a sua emergência acontece muitas vezes na adolescência ou início da vida adulta, a capacidade precoce de o detectar permite encarar a sua resolução com muito mais facilidade.


Deixar de Fumar: O Exemplo dos Profissionais

Todos nós, quando estamos doentes, sejamos ou não fumadores, ficamos chocados quando, ao consultar um médico ou um dentista, ou ao lidar com outro profissional de saúde, somos recebidos por alguém envolto numa nuvem de fumo do tabaco. Este facto deveria ser inconcebível mas, infelizmente, acontece. A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma mesmo que, em muitos países, a prevalência de fumadores entre os profissionais de saúde é até superior à média da população em geral. Por outro lado, a própria lógica e vários estudos evidenciam que o conselho, acompanhado do exemplo, de um destes profissionais é um dos melhores incentivos para um fumador que quer deixar de o ser.
Por estas razões, a OMS está a pedir aos profissionais de saúde para darem o exemplo e deixarem de fumar. Representantes de farmacêuticos, dentistas, enfermeiros, parteiras e médicos estiveram reunidos com dirigentes da OMS no passado dia 30 de Janeiro, para discutir a proposta feita pela organização – a criação de um código de conduta sobre o controlo do tabaco entre estes profissionais.
Este código de conduta compreende um conjunto de acções, como sejam o incremento de programas de cessação tabágica, bem como a facilidade de acesso a estas e outras iniciativas que ajudem a evicção do vício, programas de educação e aconselhamento para as comunidades locais e um aumento da vigilância sobre o consumo de tabaco, sobretudo nas instituições de saúde.


Tempo Medicina/SL


Terapêutica Hormonal de Substituição: Absolvida dos Riscos

A terapêutica hormonal de substituição (THS) na mulher em menopausa tem sido causa de aceso despique sobre as suas inegáveis vantagens e potenciais riscos. As primeiras referem-se ao controlo dos sintomas próprios da menopausa e à profilaxia das doenças que a podem acompanhar, nomeadamente a osteoporose. Os segundos referem-se à noção de que o uso das hormonas de substituição poderia originar um aumento do cancro da mama e das doenças cardiovasculares, nas mulheres que utilizam a THS.
Por isso se aguardavam com expectativa os resultados do estudo Women’s Health Initiative (WHI), que durante sete anos estudou 35 000 mulheres na pós-menopausa.
Estas foram divididas em dois grupos: um que recebia THS com estrogéneo isolado e o outro uma associação de estrogéneo com progestagéneo. Os resultados do estudo evidenciaram que “os estrogéneos isolados não aumentaram nem reduziram as doenças cardíacas e não revelaram qualquer risco para o cancro da mama”.
A Sociedade Portuguesa de Menopausa, num comunicado, ao apresentar estes resultados, sublinha que a THS “continua a ser a terapêutica mais eficaz para os sintomas da menopausa que afectam a qualidade de vida de mais de 75 por cento das mulheres nesta faixa etária”.


Tribuna Médica Press/SL


Aumento da Rinite Alérgica

A rinite é a doença alérgica mais comum em Portugal. Os especialistas estimam que afecte cerca de um terço da população.
A prevalência das alergias continua a aumentar em todo o mundo. Para o Dr. Nuno Neuparth, alergologista no Hospital Inglês, esta situação deve-se aos estilos de vida ocidentais. “Os países mais desenvolvidos controlam cada vez melhor as infecções na infância”. Ora, dado que “as infecções ajudam a travar as alergias, se as infecções estão controladas, as alergias têm campo para se desenvolver”.
“A rinite alérgica é uma doença insidiosa que não coloca o doente em risco mas que afecta muito a sua qualidade de vida”. Também nem sempre é fácil de controlar, porque os medicamentos não são totalmente eficazes em qualquer doente.
Os dois tipos de rinite existentes distinguem-se pela sua duração. A rinite intermitente, ou sazonal, ocorre principalmente nos meses de Março a Junho, altura em que os pólenes são libertados. Os sintomas incluem espirros, obstrução nasal, rinorreia, prurido e lacrimejo, que igualmente caracterizam a rinite persistente, ou perene. Esta afecta os doentes ao longo de todo o ano, já que os alergéneos mais importantes, os ácaros, se acumulam nas habitações. Os ácaros são considerados a principal causa de rinite alérgica em Portugal, com principal incidência na população do litoral, onde as condições climatéricas favorecem o desenvolvimento dos ácaros.
Para a Drª Margarida Trindade, alergologista do Hospital Pulido Valente, em Lisboa, esta doença continua sub-diagnosticada e consequentemente sub-tratada. “Se os sintomas são muito intensos, os doentes recorrem à auto-medicação e só quando a doença se associa a situações incapacitantes, como por exemplo a asma, é que o doente recorre ao especialista”.
A rinite alérgica, tal como todas as doenças alérgicas, é uma doença dos países desenvolvidos. “A industrialização, o aumento da poluição atmosférica, o tabagismo, são alguns dos factores que contribuem para uma maior prevalência da doença”, refere a alergologista.
Em Portugal, a rinite tem maior incidência nos centros urbanos. Segundo a Drª Margaria Trindade regista-se “uma grande prevalência de rinite em trabalhadores sujeitos a locais fechados com ar condicionado.“ Desta forma as condições de trabalho e o tipo de profissões podem ser um factor a ter em conta para aumento da incidência da doença.
 

Tribuna Médica Press /SL


Está Zangado? Vá Dormir!

Deu por si a resmungar com tudo e todos, em qualquer lado – na estrada, nas lojas, em casa? Pode ser que não esteja a dormir o suficiente. Mais de 47 milhões de pessoas, só nos Estados Unidos, não dormem o mínimo de horas de que necessitam para se manterem alerta no dia seguinte. E agora já existem investigações que ligam a falta de repouso com os problemas de humor. Um novo estudo mostra:
- Aqueles que dormem menos de seis horas durante a semana são os que tendem a descrever-se como estando stressados, tristes e zangados.
- As pessoas que se sentem sonolentas durante o dia normalmente dizem que não estão satisfeitas com a vida.
- Quem não dorme o suficiente tem mais probabilidades de se sentir impaciente ou irritado com as pequenas coisas do dia-a-dia, tais como esperar numa fila de trânsito.


National Sleep Foundation

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