MEDICINA
SISTEMA
CARDIOVASCULAR
Um coração em
excelente forma: Praticar desporto modifica o comportamento do aparelho
cardiovascular e produz um estado fisiológico especial bem conhecido: o
coração aumenta de volume, contrai--se com muito mais força e eficácia e bate
lentamente (economizando, assim, 10 000 batimentos por dia, perto de 4 milhões
por ano). Quando submetido a esforço, o coração acelera moderadamente e não se
cansa.
A tensão arterial desce: Uma actividade de resistência provoca uma dilatação dos vasos sanguíneos, especialmente dos musculares e cutâneos, e permite uma melhor vascularização. Em repouso, a tensão arterial do desportista em forma é inferior em 1 ponto (mais ou menos) em relação à do indivíduo sedentário.
Um fluxo venoso melhor: Durante toda a actividade pedestre, a contracção dos músculos da barriga da perna favorece o retrocesso do sangue dos membros inferiores para o coração. Além disso, cada vez que o pé se apoia no solo permite, por simples pressão, o esmagamento da ‘sola venosa’, que reage lançando o sangue para cima.
Menos falhas cardíacas: Um indivíduo que pratique desporto habitualmente corre menos risco de morrer com uma crise cardíaca, quando em repouso, do que um sedentário totalmente inactivo. Algumas artérias pequenas, não utilizadas pelo sedentário, ajudam as coronárias a irrigar o coração. Por outro lado, a probabilidade de sobrevivência depois do primeiro ataque é duas a três vezes maior naqueles que tiveram antes uma vida activa.
SANGUE
Redução do colesterol: O exercício físico regular reduz a percentagem de triglicéridos e do colesterol prejudicial, ao mesmo tempo que aumenta o bom colesterol (HDL). Infelizmente, este benefício é passageiro, quando se interrompe o treino frequentemente.
Sangue mais fluido: Uma actividade desportiva regular melhora a fluidez sanguínea, ao aumentar o ritmo de destruição dos elementos que favorecem a coagulação e ao diminuir a aglomeração das plaquetas sanguíneas.
PULMÕES
Respiração a plenos pulmões: O trabalho dos músculos respiratórios é menor, devido à diminuição do número de movimentos por minuto. Isso deve-se a um melhor enchimento dos pulmões e ao aumento do número de alvéolos em bom estado de funcionamento. A capacidade pulmonar é maior. O desporto é terapêutico no caso de doenças respiratórias, como a asma.
O tabaco ameaçado: Um estudo efectuado por Koplan e pelos seus colaboradores acerca dos riscos e benefícios de uma actividade desportiva, mostrou que 80% dos homens e 75% das mulheres que fumavam no início da sua prática desportiva, tinham deixado de fumar pouco tempo depois.
APARELHO DIGESTIVO
Um trânsito facilitado: O apetite é melhor, a digestão torna-se mais fácil, os elementos nutritivos extraídos da alimentação são melhor absorvidos pelo organismo. A prisão de ventre é desconhecida entre aqueles que praticam regularmente uma actividade pedestre.
Menos cancro do cólon: Quinze minutos de jogging quatro ou cinco vezes por semana seriam suficientes, segundo um estudo feito pela Universidade de Harvard, para reduzir em 50% o risco de cancro do cólon.

OSSOS
Ossos de aço: A actividade muscular mantém um bom equilíbrio ósseo entre os processos de fabricação e destruição. A densidade óssea dos indivíduos que correm três vezes por semana, pelo menos 30 minutos de cada vez, é superior, numa percentagem de 30 a 40%, à dos passivos. Os que estão habituados a correr têm ossos de aço, que resistem bem a uma grande quantidade de ‘percalços da estrada’, enquanto que os dos principiantes são em porcelana muito frágil.
Protecção para a coluna vertebral: A actividade física permite uma melhor postura das costas, porque dinamiza os músculos, os tendões e ligamentos vertebrais. A maior parte das lombalgias crónicas atenuam-se ou desaparecem depois de algumas semanas de desporto pedestre.
Atrasa o envelhecimento osteoarticular: Os resultados de um estudo feito ao longo de cinco anos em 498 corredores de fundo, comparados com 365 indivíduos padrão não corredores, fornecem a prova de que a corrida a pé não favorece a artrose mas, ao contrário, pode atrasar a degenerescência osteoarticular.
INTELECTO
Melhores resultados: Os desportos de resistência, como a corrida a pé, o ciclismo ou o esqui de fundo, facilitam o transporte de oxigénio dos pulmões até às zonas mais profundas do organismo e excitam, de modo eficaz, o comando cerebral.
A imaginação é estimulada: Segundo um estudo realizado pela equipa americana da Faculdade de Medicina Baylor, 48 desportistas veteranos, praticantes da corrida a pé, revelaram uma condição física equivalente à dos seus filhos de vinte anos e em boa forma, bem como mais inteligência, mais imaginação, mais moderação, mais independência e lealdade do que a média da população. A imaginação cresce ao ritmo dos quilómetros. A dos corredores da maratona é mais transbordante do que a dos corredores meio--fundistas!
Uma memória invejável: Além das tensões e pressões da vida, das operações cirúrgicas com anestesia geral e das doenças das artérias, a falta de exercício altera seriamente o tonus da memória. Dado que o cérebro se alimenta de glicose e de oxigénio, o desporto protege e activa os neurónios. A capacidade de raciocínio também é melhorada.
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A associação ‘alimentação equilibrada
mais actividade física regular’ é o meio mais eficaz para |
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PSIQUISMO
A depressão vencida: Numa experiência feita na Universidade de Wisconsin, foram testadas várias terapêuticas para a depressão. Só uma era eficaz a 100%: o desporto.
Um sono reparador: Uma boa sessão de movimentos, à noite, relaxa os músculos do corpo. Transmite uma sensação agradável de fadiga física, ao eliminar as consequências do excesso de trabalho e do stresse, que impedem um sono profundo e reparador.
ESTÉTICA
As gorduras prejudiciais desaparecem: A associação ‘alimentação equilibrada mais actividade física regular’ é o meio mais eficaz para eliminar, de forma duradoura, os ‘pneus’ e perder peso, devido ao desaparecimento das gorduras e não dos músculos.
Um bom aspecto das nádegas: A prática regular de um desporto como a corrida a pé melhora, de forma eficaz, o contorno das pernas e a tonicidade das nádegas, ao derreter o envelope de gordura subcutânea, devida, em grande parte, à inactividade.
PÂNCREAS
Menos insulina: Entre os diabéticos
insulinodependentes, o exercício físico regular de resistência favorece a
penetração da glicose na célula e diminui a necessidade de insulina. No caso
dos diabéticos não insulinodependentes, o desporto também é benéfico.
S&L
Jean Pierre de Mondenard
Especialista em Medicina
Desportiva e
Traumatologia do Desporto