Editorial / Maio 2004

A LINGUAGEM DO CORAÇÃO

Habitualmente considera-se o coração como o mais importante dos órgãos do nosso corpo. Ele é, também, o símbolo dos nossos sentimentos e da nossa vontade , embora, fisicamente, seja apenas a potente bomba aspirante-premente que nos mantém vivos.
Neste mês iremos falar nele nesse duplo sentido. Maio tem o simbolismo do renovar da vida depois da depressão cíclica do Inverno. É o mês por excelência das flores, em que se presta homenagem à Mãe e se pensa mais no coração e em como evitar as suas mazelas.
Com este objectivo a Dr.ª Madalena Carvalho, num notável artigo, lembra-nos o papel fundamental da mulher na prevenção das doenças cardiovasculares na família: “Ter um coração de mulher é ter um coração especial”. Coração esse que faz de cada mulher o elemento fundamental da família e o que melhor desempenha o seu papel quando um dos seus membros está doente: “todo o ser humano necessita de calor, amor e compreensão na relação familiar, sobretudo quando a sua saúde está em jogo”.
Este papel fulcral da mulher na saúde física e moral do Lar está também implícito na Vida Familiar deste mês, em que o Dr. Luís S. Nunes pondera sobre o melhor caminho para atingir a plenitude da satisfação na vida em família.
É urgente fazer do nosso lar, num mundo tão saturado de conflitos, um lugar em que se fale a verdadeira linguagem do coração. E quem melhor para falar essa linguagem do que as nossas mães e mulheres? Como dizia Gandhi: “Chamar às mulheres o “sexo fraco” é uma difamação... Se a não violência é a lei da humanidade, o futuro pertence ás mulheres. Quem poderia apelar ao coração dos homens com mais eficácia do que a mulher?”

 

Oiçamos, por isso, o seu apelo para que possamos ter melhor saúde física e um melhor equilíbrio na nossa vida familiar.
Desejando a todos os Leitores um feliz Dia da Mãe,
com amizade,

Índice / Maio 2004