A LINGUAGEM DO CORAÇÃO
Habitualmente considera-se o coração como o mais
importante dos órgãos do nosso corpo. Ele é, também, o símbolo dos nossos
sentimentos e da nossa vontade , embora, fisicamente, seja apenas a potente
bomba aspirante-premente que nos mantém vivos.
Neste mês iremos falar nele nesse duplo sentido. Maio tem o simbolismo do
renovar da vida depois da depressão cíclica do Inverno. É o mês por
excelência das flores, em que se presta homenagem à Mãe e se pensa mais no
coração e em como evitar as suas mazelas.
Com este objectivo a Dr.ª Madalena Carvalho, num notável artigo, lembra-nos
o papel fundamental da mulher na prevenção das doenças cardiovasculares na
família: “Ter um coração de mulher é ter um coração especial”. Coração esse
que faz de cada mulher o elemento fundamental da família e o que melhor
desempenha o seu papel quando um dos seus membros está doente: “todo o ser
humano necessita de calor, amor e compreensão na relação familiar, sobretudo
quando a sua saúde está em jogo”.
Este papel fulcral da mulher na saúde física e moral do Lar está também
implícito na Vida Familiar deste mês, em que o Dr. Luís S. Nunes pondera sobre
o melhor caminho para atingir a plenitude da satisfação na vida em família.
É urgente fazer do nosso lar, num mundo tão saturado de conflitos, um lugar
em que se fale a verdadeira linguagem do coração. E quem melhor para falar
essa linguagem do que as nossas mães e mulheres? Como dizia Gandhi: “Chamar
às mulheres o “sexo fraco” é uma difamação... Se a não violência é a lei da
humanidade, o futuro pertence ás mulheres. Quem poderia apelar ao coração
dos homens com mais eficácia do que a mulher?”
Oiçamos, por isso, o seu apelo para que possamos
ter melhor saúde física e um melhor equilíbrio na nossa vida familiar.
Desejando a todos os Leitores um feliz Dia da Mãe,
com amizade,
