O coqueiro é uma árvore com vocação de sobrevivência: resiste como nenhuma
outra à acção devastadora dos ciclones tropicais, dobrando o seu elástico tronco
sem chegar a desenraizar--se do terreno. Quando passa a tormenta, os coqueiros
posam esbeltos nas praias tropicais, como se nada tivesse acontecido.
Além disso, o seu fruto, o coco, é capaz de navegar centenas ou mesmo milhares
de quilómetros flutuando sobre o mar, sem perder a sua força germinadora. Que
indomável energia vital, a desses aparentemente frágeis coqueiros!
A composição da polpa do coco vai variando à medida que este amadurece. Quando o
coco está verde, a polpa tem uma consistência gelatinosa, contém muita água e a
sua proporção de nutrientes é menor.
Quando o coco amadurece, a polpa torna-se mais consistente, com menos água, e os
nutrientes acham-se mais concentrados. Neste estado, a polpa do coco contém uma
boa proporção de hidratos de carbono e proteínas e ainda sais minerais, entre os
quais se destacam o magnésio, o cálcio e o fósforo.
No entanto, o nutriente mais abundante na polpa do coco é a gordura, que
representa mais de um terço do seu peso quando fica maduro. A maior parte dos
ácidos gordos que constituem a gordura do coco são saturados. Trata-se, porém,
de um tipo especial de ácidos gordos saturados chamados de cadeia cura e média,
que não favorecem a produção de colesterol no organismo como no caso dos ácidos
gordos saturados de cadeia longa de origem animal. Além disso, os ácidos gordos
que formam a gordura do coco absorvem-se e assimilam-se muito bem. Portanto, não
é correcto dizer que a gordura de coco faz aumentar o nível de colesterol, como
antes se pensava.
As propriedades dietoterapêuticas do coco dependem do seu conteúdo mineral,
especialmente em magnésio. A maior parte do magnésio do nosso organismo
encontra-se nos ossos e nos músculos. Contribui para a dureza dos ossos e para o
bom estado das cartilagens que formam as articulações. Nos músculos, a falta de
magnésio produz contracção muscular e excitabilidade nervosa.
Estas propriedades, aliadas ao cálcio e ao fósforo, contribuem para o bom estado
dos ossos, das articulações, dos músculos e do aparelho locomotor no seu
conjunto.
Nos seguintes casos, o consumo de coco (polpa ou água) exerce um efeito benéfico
sobre o aparelho locomotor:
- Descalcificação (perda do cálcio) óssea.
- Artrose (degeneração da cartilagem das articulações).
- Osteoporose (desmineralização e perda de massa dos ossos).
- Dores osteomusculares devidas a tensão excessiva ou a falta de relaxamento
muscular, especialmente a dor de costas.
Pela sua acção remineralizante, o consumo de coco também se recomenda:
- Na época da dentição infantil, para favorecer a boa formação do esmalte
dentário.
- Em caso de debilidade do cabelo e das unhas.
É interessante assinalar que a ÁGUA e o LEITE de coco são quase tão ricas em
minerais como a própria polpa de coco, com a vantagem de não conterem gorduras.