O kiwi é um fruto exótico que, vindo das encostas do Himalaia, nos reserva
agradáveis surpresas. A primeira é que, por trás do pouco atraente aspecto da
sua felpuda pele castanha, se esconde uma espectacular polpa verde. As mais de
duzentas sementes de cor preta, moles e comestíveis, que cada fruto contém,
esboçam umas pinceladas radiais que lhe dão um aspecto muito original.
Mas a surpresa mais importante que o kiwi nos reserva é a sua riqueza em
vitamina C, muito superior à dos citrinos. Quase duplica o conteúdo desta
vitamina na laranja e no limão e só a goiaba e a acerola o ultrapassam em
vitamina C – e, mesmo assim, com apenas mais um grama por 100 g de fruto
comestível. Pelo seu conteúdo em vitamina C, o kiwi torna-se um estimulante das
defesas anti--infecciosas, potenciado pela presença de muitas outras vitaminas
(é também muito rico em vitamina E, e contém quantidades apreciáveis de
vitaminas B6, B2, niacina, B1 e A) e minerais. Por isso, torna-se muito mais
eficaz que os preparados farmacêuticos. Pelo facto de ser uma fruta de Inverno,
e de se conservar bastante bem durante semanas ou meses no frigorífico, o kiwi é
apropriado para prevenir constipações e gripes.
O kiwi contém, ainda, folatos, considerados como mais uma vitamina,
desempenhando funções imprescindíveis no organismo, como sejam a produção das
células do sangue e o bom estado das defesas anti-infecciosas.
No que respeita aos minerais, é uma das frutas frescas mais ricas em minerais,
especialmente potássio, magnésio e ferro. Contém bastante cobre, oligoelemento
que, como a vitamina C, contribui para uma melhor absorção intestinal do ferro.
Por isso, é aconselhável em casos de anemia e, nas mulheres grávidas, além das
razões acima, ainda contribui para prevenir as malformações fetais do canal
raquidiano, como, por exemplo, a espinha bífida.
Quanto a fibra, o kiwi excede a maioria das frutas frescas em conteúdo de fibra,
o que o torna o fruto ideal para pessoas com excesso de colesterol e com
arteriosclerose sendo, ainda, um laxante suave que facilita a passagem das fezes
pelo tubo intestinal.
Numa experiência feita na Universidade de Pequim (China), demonstrou-se que os
atletas que consomem kiwi aumentam a sua resistência à fadiga em 24%
relativamente àqueles que não o consomem. Os investigadores chineses atribuem
este resultado à riqueza do kiwi em vitamina C e em minerais.
* Adaptado do livro A Saúde pela Alimentação,
editado pela Publicadora Atlântico, S.A.