A osteoporose está a alcançar proporções epidémicas. Hoje, 28 milhões de
pessoas sofrem de osteoporose, 80% das quais são mulheres. E, de acordo com a
National Osteoporosis Foundation, dos Estados Unidos, mais 18 milhões estão em
risco devido a baixa densidade óssea.
O risco de uma mulher sofrer fracturas devido à osteoporose é igual ao risco
total de contrair cancro da mama, do útero e do ovário. Quanto aos homens,
haverá mais a sofrer de uma fractura devido à osteoporose do que aqueles que
desenvolverão cancro da próstata.
Osteoporose significa, literalmente, “ossos porosos”. É chamada a doença
escondida porque pode aparecer sem nos darmos conta. Não há sintomas prematuros,
mas pode ter como resultado uma incapacidade duradoura e ao desfiguramento
permanente.
Espirrar, levantar uma mala ou baixar para apertar os atacadores dos sapatos
podem causar uma fractura da anca, da coluna ou da bacia. Vértebras frágeis que
se fragmentam causam fracturas na coluna.
“Os médicos só agora é que estão a aprender a lidar com a osteoporose da mesma
maneira que o fazem com as doenças cardíacas,” explica o Dr. Robert Lindsey,
anterior presidente da National Osteoporosis Foundation.
Debbie Reynolds ficou chocada quando um teste de densitometria lhe mostrou que
tinha osteoporose, embora a sua avó sofresse da doença. Reynolds tornou--se
porta-voz de uma campanha educacional levada a cabo nos Estados Unidos, chamada
“Mantenha-se Forte! Teste a Força dos Seus Ossos”. Ela diz que, se for feito um
teste de densidade óssea suficientemente cedo, não haverá necessidade de se ter
osteoporose.
Um inquérito feito pela Gallup a mulheres de idades entre os 45 e os 75 anos
mostrou que três de cada quatro mulheres nem sequer tinham perguntado aos seus
médicos assistentes o que quer que fosse sobre a doença.
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As boas notícias são que o
risco de sofrer de osteoporose pode ser drasticamente reduzido com o exercício físico e a alimentação apropriados. |
Como Acontece
Lentamente, através dos anos, a osteoporose faz com que os ossos percam cálcio e
outros minerais. A partir dos 35 anos perde-se 1 por cento por ano. Uma mulher
pode perder até 20 por cento da sua massa óssea nos primeiros cinco a sete anos
depois da menopausa. O decréscimo na produção de estrogénio, bem como ossos
geralmente mais leves e finos, são a principal razão pela qual a osteoporose
afecta mais as mulheres do que os homens.
A Dra. Isadore Rosenfeld escreveu: “Depois da mulher fazer 50 anos, há uma
probabilidade de uma em duas de ela sofrer fracturas devido à osteoporose
durante a sua vida”. O risco inicia-se um pouco mais tarde para os homens.
Depois dos 65 anos, o risco masculino começa a aproximar-se do das mulheres.
Tanto o público como a classe médica estão sempre a aprender mais sobre a
doença. A osteoporose é evitável e tratável.
Novos Desenvolvimentos
O jornal médico The Lancet publicou em 2001 uma investigação que mostra que há
um medicamento que poderá proteger as mulheres contra fracturas relacionadas com
a osteoporose. É um medicamento que faz baixar o colesterol, tomado por milhões
de pessoas para evitar ataques cardíacos. O estudo sugere que poderá
providenciar uma alternativa para a terapia hormonal.
No domínio tecnológico, os investigadores estão a explorar o uso dos ultra-sons
para avaliar a saúde óssea.
Como Prevenir a Osteoporose
As boas notícias são que o risco de sofrer de osteoporose pode ser drasticamente
reduzido com o exercício físico e a alimentação apropriados. Uma alimentação
saudável pode reduzir o risco em 30 a 40 por cento.
De acordo com o Dr. Michael Holick, do Centro Médico da Universidade de Boston,
se o organismo não obtiver cálcio suficiente, irá ‘roubá-lo’ aos ossos. Muitas
mulheres ingerem, diariamente, menos de metade da quantidade de cálcio
recomendada.
O leite é a primeira coisa que vem à mente quando se fala em cálcio. As mães
esforçam-se para que os seus filhos bebam leite suficiente. Mas, em adultos, a
maioria das pessoas substituem o leite pelo café.
Os investigadores da Universidade da Califórnia, em San Diego, estudaram 980
mulheres de idades compreendidas entre os 50 e os 98 anos. Aquelas que bebiam
mais de duas chávenas de café por dia sem beberem leite regularmente, tinham os
ossos da coluna e da anca mais fracos do que a média. (Uma chávena por dia não
mostrava um risco aumentado.) O mesmo se aplica ao chá e às bebidas com cafeína.
Um dilúvio de estudos recentes mostram que o cálcio também protege mais do que
os ossos tanto de homens como de mulheres. Ingerir muitos alimentos ricos em
cálcio ou tomar comprimidos de cálcio parece controlar a tensão arterial,
reduzir o cancro do cólon nos homens e aliviar o síndrome pré-menstrual nas
mulheres.
Muitos alimentos lácteos são ricos em cálcio. Se usar produtos lácteos, escolha
os do tipo de baixo ou nenhum teor de gordura. O feijão de soja, feijão-frade e
outros tipos de feijão também são uma boa fonte – entre outras. Os vegetais de
folha verde são fontes moderadas. As amêndoas e avelãs também são uma boa fonte,
mas têm alto teor de gordura e de calorias.
É uma boa ideia formar o hábito de ler os rótulos. Procure alimentos que sejam
enriquecidos em cálcio, tais como sumos de laranja, cereais e pão.
A National Academy of Sciences estabeleceu, recentemente, o objectivo de 1000
miligramas de cálcio por dia para mulheres com menos de 50 anos, e 1200
miligramas para as que tenham mais de 51 anos; 1300 miligramas para mulheres
grávidas ou a amamentar. Os homens de menos de 65 anos necessitam de 1000
miligramas de cálcio mas, depois dos 65, precisam de 1500 miligramas.
Se não conseguir obter cálcio suficiente da sua alimentação, obtenha o restante
de suplementos. É necessário que seja facilmente absorvido pelo organismo. Para
testar, ponha um comprimido num pequeno copo de vinagre branco. Deverá estar
totalmente dissolvido em menos de 30 minutos.
| Muitos alimentos lácteos são ricos em cálcio. Se usar produtos lácteos, escolha os do tipo de baixo ou nenhum teor de gordura. O feijão de soja, feijão-frade e outros tipos de feijão também são uma boa fonte – entre outras. Os vegetais de folha verde são fontes moderadas. |
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A Importância da Vitamina D
Muitas pessoas não se dão conta de que a vitamina D é tão importante como o
cálcio para se ter ossos fortes. Para que o cálcio penetre no sistema
circulatório, precisa da ajuda da vitamina D.
A relação entre o cálcio e a vitamina D foi comparada a uma fechadura e uma
chave. A vitamina D é a chave que destranca e abre a porta que deixa o cálcio
sair do intestino e entrar no sistema circulatório.
Em 1957, nos Estados Unidos, o American Medical Association Committee recomendou
que o leite fosse enriquecido com 400 UI (unidades internacionais) de vitamina D
por litro. Esse requisito federal ainda se mantém hoje. A National Osteoporosis
Foundation recomenda 400 a 800 UI de vitamina D por dia.
Mesmo que sejam apenas 30 a 60 minutos de luz solar por dia, já estimulam a pele
a fabricar vitamina D. Mas deve lembrar-se de pôr um protector solar de, pelo
menos, 15 SPF para evitar o cancro de pele.
Outras recomendações para a prevenção de osteoporose:
- Evitar demasiados alimentos com muita proteína e sal.
- Fazer bastante exercício físico.
- Evitar as bebidas alcoólicas e deixar de fumar.
- Se for mulher em idade de menopausa, falar com o médico sobre o estrogénio e
outros medicamentos que estiver a tomar.
Embora os efeitos da osteoporose sejam vistos, muitas vezes, já tarde, todos
devem preocupar-se com esta doença. Alimentação adequada e exercício físico
durante toda a vida poderão reduzir dramaticamente o risco de sofrer de
osteoporose. S&L
Aileen Mallory
Jornalista especializada em
assuntos de saúde