Fitologia / Março 2004

NOME EM LATIM: Galeopsis dubia Leers
FAMÍLIA: Labiadas

HABITAT: Terrenos siliciosos e perto das plantações de cereais da Europa Central e Meridional. Naturalizada no continente americano.

DESCRIÇÃO: Planta anual que atinge de 15 a 70 cm de altura. O caule e as folhas são pubescentes, e as flores são amarelas ou rosadas, com cálice pungente.

REFERÊNCIAS HISTÓRICAS: Difundidas pela Europa e América, existem várias espécies de galeopse, tendo todas em comum as suas flores bilabiadas, que lembram a boca de uma doninha (gale, em grego).
No século XIX, quando a tuberculose fazia estragos nas aglomerações urbanas, a galeopse adquiriu fama de planta antituberculosa. Hoje sabemos que dá resultado como planta peitoral, mas não tem efeito curativo sobre essa doença.

PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta é muito rica em silício. E contém também saponinas e taninos. Possui as seguintes propriedades:
- Mucolítica e expectorante: Facilita a dissolução e expulsão do muco bronquial. O seu uso é indicado nos catarros bronquiais para aliviar a congestão dos brônquios e a tosse.
- Antianémica: A galeopse utilizou-se com êxito para aumentar a produção de glóbulos vermelhos, possivelmente devido a fazer aumentar a absorção de ferro.
- Antidegenerativa: Devido ao seu conteúdo em silício, é indicada nas rugas e estrias da pele, e nos casos de artrose, osteoporose e arteriosclerose; todos eles processos em que existe degenerescência das fibras do tecido conjuntivo.

PARTES UTILIZADAS: A planta inteira, seca.

USO INTERNO
1- Infusão de 20-30 g de planta seca por litro de água. Tomar 1 ou 2 chávenas diárias.
 

* Roger, Pamplona, A Saúde Pelas Plantas Medicinais,

Publicadora Atlântico, S.A., 1996
 

Índice / Março 2004