NOME EM LATIM: Galeopsis dubia Leers
FAMÍLIA: Labiadas
HABITAT: Terrenos siliciosos e perto das plantações de cereais da Europa Central
e Meridional. Naturalizada no continente americano.
DESCRIÇÃO: Planta anual que atinge de 15 a 70 cm de altura. O caule e as folhas
são pubescentes, e as flores são amarelas ou rosadas, com cálice pungente.
REFERÊNCIAS HISTÓRICAS: Difundidas pela Europa e América, existem várias
espécies de galeopse, tendo todas em comum as suas flores bilabiadas, que
lembram a boca de uma doninha (gale, em grego).
No século XIX, quando a tuberculose fazia estragos nas aglomerações urbanas, a
galeopse adquiriu fama de planta antituberculosa. Hoje sabemos que dá resultado
como planta peitoral, mas não tem efeito curativo sobre essa doença.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta é muito rica em silício. E contém
também saponinas e taninos. Possui as seguintes propriedades:
- Mucolítica e expectorante: Facilita a dissolução e expulsão do muco bronquial.
O seu uso é indicado nos catarros bronquiais para aliviar a congestão dos
brônquios e a tosse.
- Antianémica: A galeopse utilizou-se com êxito para aumentar a produção de
glóbulos vermelhos, possivelmente devido a fazer aumentar a absorção de ferro.
- Antidegenerativa: Devido ao seu conteúdo em silício, é indicada nas rugas e
estrias da pele, e nos casos de artrose, osteoporose e arteriosclerose; todos
eles processos em que existe degenerescência das fibras do tecido conjuntivo.
PARTES UTILIZADAS: A planta inteira, seca.
USO INTERNO
1- Infusão de 20-30 g de planta seca por litro de água. Tomar 1 ou 2 chávenas
diárias.
* Roger, Pamplona, A Saúde Pelas Plantas Medicinais,
Publicadora Atlântico, S.A., 1996