Da casa ao prato / Setembro 2004

Originária da Indonésia e da Malásia, a cultura da carambola estendeu-se a outros países tropicais da Ásia e da América. Em inglês chama-se ‘fruta estrela’, dada a forma da sua secção que lembra uma estrela de cinco pontas. Mas também é uma ‘fruta estrela’ pelo muito valor que lhe é atribuído nos mercados internacionais. Os principais países produtores são a Tailândia, o Brasil e a Colômbia.
A sua polpa é de textura muito suave e de um fino sabor agridoce. Nos restaurantes utilizam-se duas rodelas para decorar diversos pratos requintados, mas a carambola tem outras propriedades, além da meramente estética.
Contém hidratos de carbono em forma de açúcares, e uma pequena proporção de proteínas e de gorduras que, em conjunto, fornecem 33 calorias por cada 100 g. Contém uma quantidade moderada de provitamina A, de vitaminas do complexo B, assim como E e C, sendo esta última a mais abundante.
Quanto a minerais, contém todos os necessários da dieta, mas numa proporção baixa, excepto o potássio.
A delicada polpa da carambola é rica em fibra vegetal de tipo solúvel, o que explica a sua acção suavizante e laxante sobre o intestino. As suas aplicações dietoterapêuticas são as seguintes:

- Prisão de ventre por falta de tónus intestinal, que é o tipo mais frequente. Duas ou três carambolas ao pequeno almoço facilitam a evacuação.
- Aumento do colesterol: Devido ao seu alto conteúdo em fibra solúvel, contribui para reduzir a absorção de colesterol no intestino.
Quando escolher carambolas, escolha as grandes que são mais saborosas e doces. Os frutos mais pequenos podem ter um sabor ácido.
Com a carambola preparam-se refrescos e bebidas com sabor “tropical”, e a sua polpa presta-se muito bem para a preparação de geleias e doces.

 

* Extraído do livro A Saúde pela Alimentação,
editado pela Publicadora Atlântico, S.A.

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